EL PAN ALIMENTA, LA LECTURA EDUCA.
CHORANDO PELO RIO DOURO
13-05-2013 11:27Mário e Mayte, se casaram no ano 1.961, e do seu matrimónio floresceram três formosas filhas; três belas raparigas, que convivíam em saudável harmonia, mas isso sim, submetidas a uma educação esmerada e austera.
Aos fins-de-semana, quando a Primavera se deixava gozar da sua beleza e fogosidade, o matrimónio e as suas filhas, aproveitavam o descanso do fim-de-semana, para desfrutar junto ao rio Douro da natureza.
Enquanto Mayte tratava de preparar a comida com a ajuda da sua filha mais velha, a qual velava pela seguridade e bem-estar das mais pequenas, o pai, preparava a cana, que além do sedal, continha dois ou três grãos de chumbo com anzóis, y uma veleta de cortiça; o ecenssial para enganar barbos, carpas, vogas ou uma que outra tenca, com o qual, enchia a cesteira até à hora da comida.
Enquanto o pai pescava e a mãe se relaxava à sombra de uma árvore, as filhas jogavam ao borde do rio, refrescando os seus corpos nas tíbias aguas doces e mansas do Rio Douro naquelas paragens.
Depois da comida, a sesta; regressavam a casa ao pôr-do-sol, alegres e felizes; voltavam ao seu lar, ansiosas que voltasse outro domingo ou dia festivo.
Hoje, já não se pesca no rio da minha terra. Já não se coabita com a natureza. ¡E tudo, porque o desenvolvimento descompensado, se tornou no primeiro objectivo da sociedade de hoje!
O meu coração chora pelo rio da minha terra.
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